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Distrito Umburanas celebra 125 anos de devoção à Senhora Sant'Ana

 



Na manhã de hoje, ao redor do Altar da Eucaristia, a comunidade católica de Umburanas celebrou com grande ufania os triunfos da hóstia do amor nesta comunidade que, há exatos 125 anos, louva e bendiz o nome da gloriosa Senhora Sant’Ana, padroeira do povoado.

A festa é centenária. Num transporte de fé e alegria, como diz o tradicional cântico de entrada da Missa deste dia 26, remonta 125 anos de realização, tendo iniciado a partir do Batismo de uma criança realizado à sombra de um pé de Umbuzeiro. Nesse mesmo local, posteriormente, fora erguida a capela dedicada à Senhora Sant’Ana e São Joaquim, devoção plantada pelos primeiros habitantes umburanenses e que todos os anos floresce, rendendo inúmeros frutos. Para o senhor José Amâncio, zelador da capela, batizado nela há exatos 84 anos, essa festa é o marco principal da comunidade, algo que realmente a identifica. Segundo ele, não existe Umburanas sem a festa de Senhora Sant’Ana.


A senhora Maria Socorro Leite de Sousa, nascida e criada em Umburanas, prossegue em sua família a tradição de conduzir a bandeira ao seu hasteamento e, no fim da festa, acolhe-a novamente para ser guardada até o ano seguinte. Em dezembro do ano passado, quando foi acometida pelo coronavírus, confessou ter ficado com muito medo de, este ano, não ver a festa acontecer. Emocionada, relatou que pediu à Senhora Sant’Ana que estivesse viva para participar dos festejos e, como de costume, reunir os seus oito filhos em casa nesse período. A graça foi alcançada. “Eu fiquei boa! Estou aqui com meus oito filhos, graças a Deus. Agradeço a Ela. Ainda hoje eu rezo pedindo para quem tiver, que Jesus dê a saúde; e quem não teve, que o livre porque a doença é pesada”, disse. 

Em tempos normais, antes da pandemia da Covid-19, a festa reunia uma grande quantidade de devotos vindos de perto ou de longe para render louvores aos avós de Jesus Cristo, dentre eles filhos da terra residentes em outras cidades e estados do país. Este ano, diante das medidas protetivas, a capacidade de participação presencial foi reduzida à ocupação de 60% do templo, todos fazendo o distanciamento social, usando máscaras e higienizando as mãos com álcool em gel.

Hoje, dia 26, para melhor viabilizar a participação da comunidade, duas missas foram celebradas, sendo a primeira às 6h, sob presidência do Padre Bosco Leite (filho da terra). A segunda Missa, às 10h, foi presidida pelo Padre Edivan Guedes (pároco). Em sua homilia, Padre Edivan convidou a comunidade – presente ou que acompanhava pelos meios de comunicação -  ao agradecimento pelos frutos alcançados durante esses 125 anos de história. “Neste chão, tem vidas que se doaram, confiaram e rezaram, e nos deixaram exemplos, que nos motivam na esperança, assim como Senhora Sant’Ana, mulher de muita fé e esperança”, iniciou.


O sacerdote continua sua reflexão fazendo uma ponte entre a liturgia solene do dia e o ensinamento que podemos adquirir com ela por meio da figura de Senhora Sant’Ana e São Joaquim. “A liturgia desta festa nos convida a seguir a presença de Deus naqueles que nos deixaram o exemplo de vida na escuta de sua palavra e na vivência da fé assim como Senhora Santana e São Joaquim, uma forte experiência do amor de Deus, de doação e amor pleno. É louvável agradecer a Deus pela vida de Senhora Sant’Ana porque nos ajuda, com sua vida simples e orante, de fortaleza e entrega, a viver a santidade e as santas virtudes as quais o Senhor nos convida”, relacionou.


Padre Edivan também recorda as vítimas da Covid-19 no distrito, um das regiões municipais que mais foram atingidas pela doença. “Queremos, neste dia, confiar a Deus todas as pessoas que perderam suas vidas para a Covid-19 e as 19 vítimas (óbitos) dessa comunidade”, lembrou. A exortação à assembleia foi para o “implorar a Deus para que nos ajude a termos consciência e responsabilidade no combate a este mal. Que sejamos responsáveis e conscientes. Devemos pedir sempre ao bom Deus. Quando nos dedicamos uns aos outros, o Senhor faz morada entre nós. Desejemos que Deus faça em nós sua morada”, refletiu.



Após a Missa, a imagem da padroeira saiu em procissão motorizada pelas ruas do distrito.




Por Pastoral da Comunicação - PASCOM

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